Autor: alter ego
Passo o dia enrolando cabelo.Sentindo intolerâncias.Ânsias, anseios...Deve ser o fígado.Ando cansado, um pouco emotivo (talvez) desmotivado.Trabalho, saúde, doença, saudade...Rezo um “Pai Nosso” e tomo um calmante pra ver se a oração encurta.Pra ver se o dia acaba a tempo de dormir.O cabelo e o fígado em miúdos.Há algo errado com isso tudo.E a TV não corresponde mais aos apelos.Nem nada em outra vida ou na próxima.Acaba de chegar alguém, mas não é aqui.O silêncio abafa algo aqui.Eu não ouvi nem vi nada, não me chamem pra depor.A paz é mesmo algo indispensável...Cólicas. É bom saber que ainda estou por aqui, apesar de tudo.Esforço-me para encontrar o cabelo perfeito, o fio mais cruel.Ele não deve estar aqui junto aos seus pares. É Melhor que todos.Bendito álcool! Afasta de mim o cigarro, os maus pensamentos vagabundos.Devaneios que me corrompem, me devassam.Raso, tenso.Em mente coisas impróprias de serem ditas, mas convenientes de serem concebidas.Por pouco!Por muito pouco não obedeço a mim.E tudo se dilui bem diante de mim. Em mim... Em minhas mãos.Agora se foi, sou só eu de novo.E me acovardo outra vez sem saber que isso me faz bem.Eu acho...O fígado não está são, tampouco, o que sobra.Dissipam-se em ordem de cor tudo o que vem em mente.Perco metade do que sou a troco de porra nenhuma.Sem palavrões a vida não tem ênfase.(só pra constar)Cochila e acorda com dor.Encolhe.Uma boa idéia nesse momento seria totalmente inconveniente.Nada como ter certeza do incerto.Toda crise é obediente ao caos.E quando se está assim é melhor não se perder de vista.Qualquer passo em falso você pode quebrar os calcanhares.A insônia das três.Melhor que o sono das trevas...Fazer o que, se sou assim?!Não me resta muito a dizer agora.Revirei meus botões e até agora, nenhum pensamento agradável.Fazer o que, se sou mesmo assim?!Foda-se, quem te ama!Eu sou assim, chuto logo os ovos.Não vou dar chance de o defunto levantar pra me pegar.(risos) “Eu não!”.Nem adianta insistir, não vou tolerar mais um instante.Quem pensar que eu estou sóbrio...Ganha uma dose de cachaça.(ou um pedaço de corda pra adornar o pescoço)“Mexa-se, soldado!”“O rumo das coisas não vai bem.”“E você ainda me vem com essa?!”“É de ..!”Em outra vida pode até ser.Mas tá complicado...O que vier agora... a crise engole.(era lucro)E nem adianta chorar.Melhor engolir o chôro.E engole todo, não deixa nada que possa nos comprometer.“Você sabe como são os xeretas!”Se pudesse pôr veneno em fofoca, o quarteirão inteiro ia pro beleléu.Tem certas coisas que me inspiram.Outras me fazem trabalhar.“Acontece nas melhores famílias.”Assim falou uma voz que veio do além.E assim será até o papa dizer: Amém.Tem um superman ali.É maluco, quer voar, mas esqueceu a capa pendurada no orelhão.Logo agora que precisava fazer a barba antes de salvar o planeta.Com a cueca por cima da roupa, não dá mesmo!“É osso!”Bem que minha mãe avisou pra eu não vir ao mundo:“Veio de besta, quem pariu foi o médico. Não tenho culpa.”E assim se sucedem os causos mal contados.Cólicas...Com certeza são contrações intestinais.“É bom fazer algo útil antes de morrer.”Prometo que não esquecerei disto, ótimo conselho.Será que no banheiro ainda tem papel?Não adianta ficar aí pensando...Agora é hora de agir ou então vai dar merda.Outro dia penso em morrer...Porque agora tem algo mais útil a fazer.Será que no banheiro ainda tem papel?