Autor: Aarão Macambira
Será que sou só eu que estou
cansado dessa nova moda social hipócrita dos dias de hoje? Vivemos hoje sob uma
“cagação-de-regra” geral onde todo mundo é bonzinho. Que sociedade idiotizada é
essa em que as pessoas acham que conseguem esconder sua real essência? Essa
moda politicamente correta que ninguém pode mais falar ou contar uma piada sem
que caia no julgamento “cagarregrista” hipócrita de alguém que queira te
processar porque se sente ofendido de forma racista, religiosa, pedagógica, ou
sei lá o quê. Somos a sociedade dos melindres, e vivemos essa ditadura. É a
ditadura do melindre, todo mundo procurando cabelo em ovo pra se sentir
ofendido moralmente, pra apontar o dedo na direção do outro e mostrar que é
bonzinho, que é vítima, isso e aquilo... Culpa dessa ordem social
assistencialista que vem desde cedo transformando marginal em vítima social.
Culpa desses pais de hoje em dia que vem mal-educando seus filhos,
transformando-os em dementes inescrupulosos, arrogantes cheios de direito, e
egoístas. Um pai não pode mais bater no filho que está indo contra a lei. Aí o
filhão, gente boa, produto dessa hipocrisia, aos 15 anos de idade decide tomar
o carro do pai e dar uma voltinha. O pai que não pode bater, e já não tem
argumentos para conter esse pequeno monstro, faz o quê? Nada. O garoto sai aos
pulos no sedã do velho e atropela uma família que esperava o ônibus na esquina.
Quem paga o pato? O velho, que de mãos atadas pela sociedade e até por ele próprio
que por ter (ou não) educado mal seu filho, agora vive refém desse tipo de
mentalidade paternalista.
As pessoas vivem uma época em que
não se pode mais demonstrar seus defeitos. A todo custo o que for tido como
ruim deve ser escondido, e aí vivemos a ditadura do perfeitinho, do bonequinho politicamente
correto. Acho que as pessoas trouxeram para o mundo real essa mentalidade
cibernética das redes sociais, em que todo mundo se pinta de correto e bonzinho.
Só falta um nariz redondo e vermelho para parecerem palhaços. Claro, sem querer
ofender os palhaços. Que fique claro, não tenho nada contra palhaços, por
favor, não me processem! Aí fica todo mundo igualzinho, uniforme e alienado, fingindo
boas intenções 24 horas por dia. Vivem como ouvi de um amigo outro dia: um
ativismo de sofá.
Eu sou do tempo que as pessoas eram
mais elas, mais autênticas, menos burocráticas, caretas, chatas. Sou do tempo
do Romário, do Túlio Maravilha. Agora não, tem o chatinho do Neymar, que fora
jogar futebol, vive uma falsa humildade que grita: marqueting! Enquanto que na
minha opinião não passa de uma arrogante, feio e burro. Não sei como a
sociedade pode ser tão míope que não percebe isso. Acho que deve ser mais
cômodo, fingir que não percebe o que alguém está fingindo ser, enquanto todo
mundo finge não perceber quem você está fingindo ser. Da mesma forma nota-se o
monte de intelectual que anda por aí, que talvez não tenha lido um livro na
vida. As pessoas querem parecer o que não são e a cada dia estão ficando mais
práticas nisso. Vivem sob conceitos superficiais sobre tudo, quando na verdade não
entendem de nada. Quer parecer inteligente? Seja inteligente, os livros existem
para este fim. Não dá para fingir ser inteligente. Um idiota só engana outro
idiota. E o pior, somos geridos por essas pessoas. Nunca vi a universidade tão
lotada de gente sem cultura. Até mestrados e doutorados! Nas instituições, nas
salas de aula (ministrando), se propagam cada dia mais pessoas sem qualquer
preparação, sem qualquer mérito para exercer funções sociais e formar opiniões.
Não sei se só eu vejo isso, mas eu vejo uma calamidade, a idiotização
generalizada da raça humana que crê estar tudo no seu lugar, quando na verdade
estamos caminhando para o caos organizado. Vou rezar para que não queiram me
processar...

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